O tipo Artístico

O tipo Artístico é um experimentador. Todos estes 4 tipos trazem duas mensagens: “Cura a Terra” e “Não há tempo”. Como eles são sistemas energéticos sintonizados com a Nova Terra, têm dificuldade em lidar com a ideia de adiamento: “depois fazemos”, “talvez um dia”. Na vida familiar isto pode ser muito difícil de gerir, porque eles são muito teimosos, impacientes e imediatistas. A forma como este tipo Artístico responde ao “Cura a Terra” e “Não há tempo” é mais ou menos esta: Experimenta ver quantos copos é possível empilhar; pretende verificar se o peixe que está no aquário consegue sobreviver à água a ferver; experimenta pintar tudo de cores diferentes. Um Índigo artístico tem fome de criatividade. Muito rapidamente envia sinais de total tédio quando começa a ficar desfasado do que está a acontecer. Um Índigo Artístico cura por experimentar novas formas, novas combinações, cores e possibilidades. É muito comum estes seres editarem um disco aos 10 anos de idade ou terem desenhos publicados em revistas aos 14.

Eles muito sensíveis ao meio ambiente, à luz, aos cheiros, às cores e aos ruídos. É como se trouxessem impresso dentro deles uma profunda harmonia. Muitas vezes a forma que eles têm de chamar a atenção de que um ambiente não é harmonioso é tornando-o ainda mais desarmonioso. É como se quisessem que o adulto visse que aquele caminho só disfarça a falta de harmonia. Então, muitas vezes actuam como uma espécie de punk londrino dos anos 80, acentuando a destrutividade e a negatividade. Para nó isto parece negativo, mas ele pode estar a tentar dizer: “Onde é que vocês pensam que vão com estas meias verdades?” Um Índigo, perante um ser íntegro, imediatamente se torna íntegro. Eles têm detectores de meias verdades e incoerência nos adultos, fulminantes, e detectam imediatamente as nossas fragilidades, e, muitas vezes, o que eles fazem é acentuar isso. Indirectamente, a área em que estão a enfrentar-nos é uma área em que nós não estamos suficientemente seguros. Então, eles enfrentam, desafiam, para ver onde é que está a raiz da nossa atitude, qual é a segurança que temos numa postura. Quando vêem um ambiente intermédio que não é harmonioso, têm dois caminhos: ou começam a trabalhar na direcção da harmonia profunda ou começam a desarrumar tudo até que nós consigamos, junto com eles, construir essa harmonia.

Estes Índigo artísticos, porque têm uma enorme sensibilidade, precisam de superfícies virgens. Muitas vezes estas crianças tornam-se difíceis de educar porque o mundo à sua volta, a casa, a escola, não têm superfícies virgens, áreas em que a criatividade seja instantaneamente invocada. Não há superfícies suficientemente brancas para eles fazerem quadros gigantes. Tudo já está saturado de uma velha informação, e não há espaço de laboratório. Eles têm de fazer experiências: têm de pôr cadeiras e mesas ao contrário; têm de ver em que ponto é que um CD parte… Isso faz parte da exploração deles. Aliás, isso é válido para todas as crianças, só que os Índigo precisam de refazer a informação. A sua atitude criativa pede superfícies grandes. Uma sala pequena, para eles, é pequeníssima, uma sala maior é normal e uma bastante ampla já é um espaço onde eles gostam de estar.

Estes Índigo artísticos actuam como se quisessem desafiar a lei da gravidade no plano da criatividade. Fazem girafas com 4 cabeças, anjos com patins, polícias com casa de caracol às costas. Estas hibridações são a sua busca de ligar coisas. À medida que se desenvolverem, vão começar a trazer para a Terra novas energias.

A energia que cura, a energia que, ao passar por nós, leva embora algo que nos faz mal. Certos aspectos do Espírito Santo, que é o 8º Raio que cura, quando passa por nós, anula, consome, torna irreal algo que trazíamos connosco, no coração, na compreensão, no sistema nervoso, na memória. Essa energia de cura cósmica, que não se sabe quando vem nem para onde vai, é composta pela fusão de três Raios; o 4º – Harmonia, o 5º – Precisão e ciência exacta, e o 7º – Disciplina, exactidão, ritmo. O 8º Raio (cura) é composto por esses três Raios. Hoje, esta energia tem imensa dificuldade em descer nas pessoas, porque, no fundo, elas não querem ser curadas. Se quisessem, seriam curadas.

Esta energia não pode violentar o nosso sistema energético, não pode fazer milagres com o nosso querer profundo. É como se ainda não tivéssemos chegado ao ponto de aceitar remover de nós o que nos magoa.

Quando um ser sente o chamamento do Uno e responde totalmente, ele tira os sapatos e vai descalço, e isto é que contém a chave que diz às energias superiores: “Eu aceito, no fundo, ser curado. Eu gero em mim a atitude, a invocação, o Sim a essa energia”.

Se fôssemos expostos, hoje, a uma energia de cura muito potente, a maior parte de nós fugia. A cura não é um paliativo ou uma anestesia energética – que é o que a maior parte de nós faz nas terapias alternativas.

A cura é um indivíduo aceitar ter a vibração dos seus corpos mudada. Trata-se de aceitar a morte dos seus corpos para a sua própria regeneração, morrer para aquelas vibrações e, na sua consciência secreta, querer cultivar a postura que aceita e pede a mutação, para que a força mental velha seja removida.

Cura é o Infinito entrar no corpo astral. Cura é o Uno entrar no corpo mental. Cura é o Ouro entrar nas células físicas e na química do sangue.

A comunicação do Índigo artístico é feita através do que ele monta, desmonta e mostra. Ou seja, com uma caixa de Lego, ele, a custo, cumpre as instruções, busca inventar (e os Lego são óptimos para isso). O que ele diz é o que ele faz. Usa muitas expressões ligadas à visão: “Estás a ver?”, “Olha para isto”, “Vamos ver aquilo”. Usa muitas vezes a palavra ver, porque o lóbulo occipital está muito mais irrigado, e eles funcionam predominantemente através das imagens e do impacto cultural. O Índigo artístico vem para curar, principalmente, a desarmonia ambiental. Se conseguir cumprir o seu destino – eles são um dom do Logos encarnado sob a forma de uma criança – ele detecta a desarmonia e, ou acentua-a como a dizer: “Como vêem, vocês fazem mal, mas eu posso fazer ainda pior” ou tenta criar harmonia.

Grande parte da ansiedade, da irritabilidade e da instabilidade têm bases subtis. Se nós conseguirmos perceber qual é a cor que a criança mais gosta, uma das coisas que se tem observado, que começa a atenuar a hiperactividade e o desequilíbrio, ou irritabilidade, ou momentos de desorientação, é pintar o quarto com as cores que ela gosta mais a 25%. Ou seja, misturar na lata de tinta 75% de branco. O quarto fica pintado com tonalidade pastel da cor que ela gosta e só uma das paredes com a cor a 50%; depois, pode-se pintar uma das paredes ou a porta do quarto na cor viva, quase eléctrica. Isto é muito importante porque ela encontrou, fora dela, algo que tem a ver com a sua identidade. Isto começa a criar no Índigo a sensação de que é ouvido, ao ponto de ter alterado as cores do seu quarto. E, para uma criança, é muito importante ver que as cores do quarto mudaram, apenas porque ele disse. Ele sente que aquele é o seu quarto dele. Sempre precisam de escolhas, tal como precisam de superfícies virgens onde derramar a sua sede de criatividade.

Em vez de se dizer à criança para não riscar as paredes, uma das paredes do seu quarto, devia ser só para riscar. Tem a vantagem de, ao fim de 6 meses, podes voltar a pintá-la. Então, chegas ao pé dele e dizes: “Olha, a tua parede de riscar já está pronta outra vez”. É complicado para um ser com esta criatividade imensa ouvir dizer que não se riscam as paredes, porque a folha de papel é pequena de mais… enquanto uma parede é branca é irresistível!

Se eu criar uma parede para riscar para um ser de 4 anos de idade, ganho uma enorme vantagem: a decoração do quarto é feita pela própria criança e eu posso ir fotografando a parede à medida que ela se vai tornando mais complexa, e, em 20 minutos, eu pego no rolo e a parede volta a ficar branca. Isto é um exemplo de como os Índigo podem ser acolhidos, em vez de reprimidos. Eu educo a criatividade dele numa certa direcção se, em vez de lhe dizer: “Isso, não se faz”, lhe disser: “Faz aí”. Então, ele irá respeitar todas as outras paredes.

O quarto da criança é o primeiro mundo, é o primeiro ambiente a seguir aos braços da mãe. Observam-se pais extremamente autoritários no “porquê”, no “como”, no “quando” e no “com quê” de um quarto. Isto é complicado porque a criança não consegue sentir a extensão, para fora dos braços da mãe, suficientemente quente. Então, ao sair dos braços da mãe, apercebe-se que a segunda envolvência, que é o quarto dela, tem códigos que lhe são estranhos. É muito importante para estas crianças poderem escolher, participar e construir connosco. Um Índigo artístico pode dizer de uma pessoa, que para nós não tem nenhum cheiro, que ela cheira a limão. Elas captam as vibrações até mesmo através do olfacto. E se um Índigo diz que alguém cheira a alguma coisa, é melhor acreditar nele.

O tipo Humanista

O Índigo humanista é verbal. Além de falar, há uma elevada probabilidade de não se conseguir calar. Ele olha-te nos olhos, pede para te sentares, arranja o banco, senta-se à tua frente e fala, e tem um grande prazer nesta troca.

Os Índigo humanistas vêm para curar as relações humanas.

Uma linguagem que os Índigo compreendem é a do respeito. O respeito é um espelho. Se conseguirmos comunicar-lhe que “respeito” é ter consciência de que não existimos no vácuo, de que somos interdependentes, que fazemos parte de uma malha, que tudo está ligado a tudo… nós conseguimos fazer-lhe ver que ele não existe no vácuo, que está num mundo com pessoas, que respeita a consciência dos outros e que cria em si um espaço para os outros. Se não crias um espaço para os outros em ti, mais cedo ou mais tarde os outros não vão ter espaço para ti, vais ficar só.

Isto tem de ser passado com doçura e com frieza, frieza que cria, no sentido de autoridade. Trata-se de ser firme na clareza do que estamos a dizer e nos limites que estamos a impor nos limites dele, e, ao mesmo tempo, vibrar isso com o máximo de doçura. Esta combinação produz uma enorme ressonância na criança porque ela percebe que está a ser educada e amada ao mesmo tempo. Como o Índigo humanista veio para curar as relações humanas, ele gosta de estar frente a pessoas e falar, falar, falar… Ele diz palavras que não compreende porque ouviu os outros dizer e pareceu-lhe bem. Pode usar uma palavra completamente deslocada como: “Eu hoje sinto-me correctamente”, porque está a procurar falar o mais cedo possível como um adulto, e estes humanistas é que são os psicólogos de esquina. Ele vai estar atento aos sentimentos dos outros, vai tentar falar sobre isso e encontrará uma forma de solucionar. Se nós não falamos, eles perguntam: “Porque é que não falas?”, “O que é que tu achas disto?” Claro que ele já está a falar há uma hora e tu já nem o estás a ouvir! Ele vai testar-te para ver se estás realmente atento. Enquanto o Índigo artístico foca lugares, cheiros, situações, vibrações, o humanista foca pessoas.

O tipo conceptual

O Índigo conceptual é o menos verbal de todos. Tu sabes claramente que é um Índigo conceptual porque há ali uma conspiração. Silenciosamente, ele elabora uma estratégia para, quando começar a falar, as pessoas perceberem que é muito importante o que ele tem para dizer. Ele é um guerreiro e vem para mudar o curso das coisas. Elabora mentalmente em abstracto e busca gerar soluções. Então, pode ficar muito tempo até dizer: “Ainda não sei bem”, porque ele, realmente, está a trabalhar numa solução, numa resposta. Estes são, dos 4 grupos, os mais responsáveis. Estão sempre a tentar perceber porque é que as coisas não funcionam bem na Terra. Se uma criança vê uma pessoa a pedir na rua, num semáforo, com uma criança ao colo e chega-se ao teu carro para te pedir dinheiro, se for um índigo, ele, realmente, vai elaborar isto para casa!

Os Índigo trazem o psíquico muito aberto. A maior parte de nós, passarmos do consciente diário e mergulharmos no psíquico, isto é, para o fundo do próprio ser onde ouvimos a voz que nos guia, é quase uma ciência. Para os adultos, como a busca do caminho interior. Mas, para uma criança não, ele ouve a voz. Ela pode não lhe dar termos sofisticados, mas ouve essa voz.

Um Índigo conceptual elabora os assuntos secretamente e quando tem uma dúvida pergunta. À pergunta de: “Porque é que há tantas guerras?”, a mãe respondeu: “Filho, sempre foi assim. Os homens fazem guerras, não te preocupes com isso”. Naquele dia criou-se um hiato entre a interioridade daquele ser e a mãe. Não é normal uma criança fazer uma pergunta deste calibre, mas, se a faz, é porque há um mal-estar, é porque o que vem de fora e o que há dentro dele não casam. A dor psíquica é esse divórcio entre o interior e o exterior. Porque é que se fazem centros espirituais, ashrams, aldeias de luz? É uma tentativa conseguida, ou não, depende, de casar o interior com o exterior. Uma criança busca fluir de dentro para fora e de fora para dentro, sem ter que criar a tal dissociação.

Os pais não querem lançar no mundo “O Principezinho” porque senão o principezinho é atropelado pelo primeiro camião. Então, é o principezinho mas é melhor ir defendido, e a forma de ajudarmos a criança a defender-se é levá-lo a aprender como é o mundo. Mas, para um Índigo, isso é difícil porque é como se ele tivesse de começar a dissociar: interior/exterior; mentira/verdade; isto, posso dizer/aquilo, não posso dizer. Ora, isto começa a criar dissociação dentro deles. Enquanto que, na maior parte dos adultos, essa distância é facilmente gerida, no caso destes Índigo, aos 15, 16, 17, 18 anos essa distância já não é assim tão fácil, pelo que podem tornar-se agressivos, revoltados, curadores de sociedades. O nosso problema é conseguir transformar a dor, a revolta, a distância em relação ao mundo, num poder de curar sociedades. O veneno e o antídoto estão muito próximos. Do ponto de vista psicológico e da psicologia colectiva é a mesma coisa: um revoltado pode ser um grande curador de sociedades.

A revolta em si, no seu aspecto exterior (pintar o cabelo de verde às riscas cor de laranja) não tem problema nenhum, o problema é se nós não conseguimos ajudar aquele ser a perceber o núcleo de revolta dele como um poder de cura.

Se um Índigo não consegue encontrar a harmonia vai tornar-se um revoltado (e não é difícil perceber isso nas crianças e nos jovens, hoje). Se conseguirmos transmitir a estes jovens: “Olha, a tua revolta é importante para o mundo em que estás, não a desperdices, não superficializes a tua revolta”. O principal é a alma dele e o mundo cá fora. Dentro dele, esta distância transforma-se em calor, como uma central termonuclear.

“Olha, estou num mundo que não é real! Olha! estou num mundo de mentiras. O Governo mandou matar não sei quem para salvar não sei quantos?” Muito bem, então o Governo não tem qualquer autoridade para coisa nenhuma! Tu não podes dizer-lhes: “Não faças isto”, porque quando ele olha para as figuras de autoridade, à escala mundial… “Isto é uma barraca!!! Eu posso fazer aquilo que eu quiser!!!”

Toda a gente faz o que quer, quanto mais poderoso e politicamente correcto, pelas costas, toda a gente faz o que lhe apetece. Eles sabem disso! Eles têm detectores de incongruência muito rápidos. Olham para o mundo e vêem as cúpulas: os líderes mundiais, os generais, a forma como a história é gerida… e dizem: “Mas, espera aí, esta civilização tem autoridade para me dizer o quê?” E aí começa o processo revolucionário.

É muito importante ajudar um Índigo a compreender que ele não deve consumir a energia das derrotas de uma forma cosmética ou superficial. Antigamente, quando aparecia um excêntrico ou um revoltado, as companhias de discos, de moda, de média, tentavam fazer dele um produto e, invariavelmente, conseguiam. Estes novos seres não se vão deixar apanhar com tanta facilidade. O grande perigo é se eles transformam esse poder de transformação, que não está a ser encaixado, assimilado pelo mundo, em algo contra eles mesmo. Aqui a situação é perigosa. A maior parte de nós, porque dissocia, tem a capacidade de dissipar o calor e a força e, portanto, de dissipar o poder transformador que traz dentro dele. Os Índigo, como dissociam muito menos, têm muito menos facilidade de dissipar o poder que trazem dentro deles, isto é, de o tornarem consequente. Posto isto, se eles descobrem que não têm como pressionar a sociedade ou como transformá-la, daqui a 5 minutos, estão a fazer maternidades com golfinhos! É para aí que eles vão. Um Índigo artístico trabalhando com um Índigo conceptual vão fazer uma maternidade em que há um tanque e as mães dão à luz com os golfinhos dentro d’água! E a primeira coisa que o bebé sente, pelo processo sonar, ainda com o cordão umbilical ligado à mãe, é o golfinho ali na água.

Os Índigo podem chegar a estas iniciativas, podem chegar à indústria de cinema e transformá-la num instrumento de cura, podem fazer outras formas de alegria e de festa. Trazem, com certeza, dentro deles, soluções que a partir de uma certa idade são despoletadas do intuitivo para o mental. O ponto é que, se, pelo caminho, eles sentem um completo contraste, podem começar a virar essa força transformadora e revolucionária tornando-se autodestrutivos.

A forma como, antigamente, o homem dissipava o seu poder transformador era através do sexo, do álcool, do poder, da arrogância, de jogos de poder no trabalho e, assim, iam dissipando a força e o poder transformador, iam-se tornando, portanto, coniventes com o estado das coisas. Esta nova geração vai precisar de coisas muito mais potentes: as drogas serão muito mais fortes, eles precisam mesmo de uma franca alienação para poderem dissipar o seu poder transformador. Eu diria que quase todos os seres idealistas, que têm tendências alcoólicas, são seres que vieram fazer transformações mas, pelo caminho, perderam a autoconfiança. Porém, tu perdes a autoconfiança mas não perdes a força. Perdes a autoconfiança porque vais sendo empacotado por coisas opostas, não tirando a coragem de seres quem és, vais ficando aninhado numa poltrona qualquer.

Mas a força, o poder, a intensidade, o combustível que trouxeste do Cosmos para a transformação, como provém do Logos da Terra, não se vai embora assim. Por isso, as pessoas precisam de dissipadores, isto é, de formas de se alienar, ligeiras, para dissipar o poder de transformação.

Se nós não encontrarmos “avenidas” para os Índigos se exprimirem, irão tornar-se mais alienados, justamente porque a potência é mais alta, consome mais dissipadores.

Estou a falar pela negativa porque a situação urbana é bastante negativa. Falando pela positiva, estes seres precisam, cedo, de situações originais para se exprimirem e de responsabilidade. Nós não deveríamos ter nenhum problema em passar responsabilidade para um Índigo um pouco mais cedo, porque, pelo equilíbrio entre a responsabilidade e a originalidade, a força nobre e a maturidade desses seres pode vir ao de cima.

Os Índigo conceptuais trabalham constantemente numa conspiração. E irão trabalhar com os outros, fazer equipas entre si. Vamos ver numa equipa de crianças: um conceptual, dois artísticos, um interdimensional, dois humanistas.

Os grandes inimigos dos Índigo são: as multinacionais, as polícias secretas, os interesses governamentais…

porque os Índigo, sendo extremamente livres e originais, estimulam a unicidade em cada um de nós. Cada um de nós tem uma identidade única que nos diferencia dos outros, e estas crianças estimulam isso em nós. Eles irradiam uma força tão coesa e sincera que busca tornar-nos também conscientes de que somos unos e que temos também um dom.

Há Índigos com mais idade do que estes de que falámos e uma das perguntas postas é: “Mas não há Índigos que tenham nascido nos anos 50? Para ser Índigo é preciso que tenha nascido nos anos 80? Não, mas uma das características das pessoas que nasceram antes dos chamados Star Seed e dos Wonder … Os Wonder são almas que pertencem a evoluções muito diferentes e que encarnam nesta Humanidade para servir. E eles sabem muito cedo que não são daqui, tal como os Star Seed. Star Seed e Wonder é praticamente a mesma coisa. O poder dessas outras gerações é um poder interdimensional, eles são claramente enviados de além da Terra. Os Índigo não têm exactamente essa estrutura. Eles gostam de estar aqui, identificam-se com isto, querem identificar-se, querem transformar e mexer nas coisas. Tu sabes que há algo de Star Seed em ti quando nunca consegues estar completamente na Terra, não consegues acreditar totalmente nesta dimensão. Há algo que sempre te liga além, algo que é involuntário e está instalado em ti.

O tipo interdimensional

O Índigo interdimensional é aquela criança que chega ao pé de ti e te diz: “Estive com o Palma.” E tu perguntas: “Estiveste com o Palma?” “Estive com o Palma.” “E o Palma não vem cá jantar?” “Não, hoje não pode vir.” “Então e como é o Palma?” “O Palma é careca, tem os olhos muito grandes e tem umas vestes muito compridas.” “De que cor são as vestes? “Oh!!! Azuis claras! (como se tu tivesses que saber qual era a cor) “Ah! São azuis claras! E o que é que o Palma disse? “O Palma não fala.” “Bom, e está a ser bom com o Palma?” “Está, estamos a fazer um desenho só que é com tinta invisível.” “Estás a fazer um desenho, com o Palma, com tinta invisível?” “É, não podes ver, mas eu e o Palma vemos.” Isto é um Índigo interdimensional, a criança que tem um amigo invisível que ninguém mais vê. A grande qualidade que o Índigo interdimensional trás com ele, mais tarde, é a da contemplação e da paz.

Os Índigo artísticos são muito activos, pouco verbais, lidam com cores, cheiros, sabores, são sensoriais, sensuais, e com isso reorganizam o mundo até que o mundo esteja curado.

Os Índigo humanistas são verbais, intensos na comunicação, gostam de pessoas e buscam pôr pessoas bem ou extremamente mal, depende.

Os Índigo conceptuais trazem uma conspiração dentro deles. É como se tivessem consciência que: “Isto tem de ser tudo alterado, mas ainda sou muito pequenino”. Esses são macrocéfalos, têm consciência plena, são adultos mas o corpo parece não saber disso. São claramente muito precoces. Podem sentir-se muito frustrados com o facto de não saberem jogar xadrez! Tu pões as peças, ele põe as peças como tu ensinas e ele quer jogar xadrez contigo! “Tu és muito pequenino; não sabes jogar xadrez”. “Sei sim.”

Diz isto, tal como pode dizer, com toda a tranquilidade, que sabe guiar automóveis. E tu pões as peças, começas, e ele começa a fazer uma baralhada porque, como é óbvio, não sabe jogar xadrez. E tu dizes: “Não é assim” e ele fica surpreendido porque, no estado de vigília dele, ainda não sabe jogar xadrez mas, em algum nível, ele já sabe.

O interdimensional é uma criança-canal. São estas crianças que podem chegar ao pé de ti, puxar a saia e dizer: “Olha, o Palma não quer que tu faças essa comida” ou “O Palma não quer que fales assim com a avó ao telefone”.

Um dos pontos essenciais que pode impedi-las de cumprir a sua tarefa, está relacionada com a alimentação.

Estas crianças devem ser educadas, o mais possível, a respeitar a força vital. Devem ser informadas que tudo o que está vivo, está vivo porque contém força vital. Quanto mais longe da árvore, quanto mais longe da terra um alimento estiver, menor é a presença da força vital nele, e quanto mais complexo for o tratamento a que é sujeito mais ele perde força vital.

Os Índigo são altamente desenergizados por alimentos ditos “profanos”. A nossa água com cloro é uma água tremendamente desestruturada. Há uns tempos atrás foi feito um estudo sobre a qualidade da água que rodeia as células cancerígenas, e veio a descobrir-se que a água que circunda essas células é aquilo a que os físicos chamavam água desestruturada. É algo que rompe as camadas electrónicas que impedem um certo tipo de coerência molecular. A água é desestruturada pela presença do flúor, no caso dos Estados Unidos, e pela presença do cloro, no nosso caso. A água da torneira é uma água anti-vida das células.

Estas crianças dependem muito mais da alma, para estarem vivas. Em nós, a distância entre os chacras da coroa, do coração e da raiz é enorme – o que significa que podemos fazer todas as asneiras do mundo que o chacra da raiz continua a funcionar. Nestas crianças, porém, o chacra da raiz depende do coração, depende da intuição, depende…, porque estão todos muito mais próximos uns dos outros. Então, o governo secreto (uma parte do governo mundial que opera com a Humanidade, às escuras) tem de parar estas crianças o mais cedo possível.

Existe um tipo de Índigo que traz um código genético (12 cromossomas) que os coloca numa situação em que eles são, ocultamente, perseguidos por esse governo secreto. Este grupo de Índigos tem de ter uma protecção acrescida (e têm-na no plano subtil). Trazem um jogo de cromossomas que os torna portadores de algumas verdades bioquímicas que foram “desligadas” há muitos milénios atrás. A água desestruturada tem um impacto muito forte nessas crianças. Deveríamos comprar os melhores filtros de água do mercado e instalá-los em casa, e não dar às crianças água com cloro porque eles têm menos resistência do que nós a esta água.

Outro ponto é que, quanto mais longe o alimento estiver da árvore ou da terra, menos força vital ele tem.

Uma forma de se compreender se um alimento tem força vital ou não, é: quando se sujeita um alimento a um tratamento interrogarmo-nos se nós próprios seríamos capazes de sobreviver àquilo. Isto é: cozinhar, congelar, enlatar, micro ondas, panela de pressão. É óbvio que a maior parte dos alimentos tratados desta forma têm a sua força vital aniquilada, eles, praticamente, só são portadores de vitaminas, proteínas, glúcidos, gorduras, etc., mas a força vital não está presente.

Como estas crianças têm o chacra da raiz muito mais próximo dos outros todos, devemos dar-lhes alimentos bem próximos da origem: saladas, nozes, pinhões, amêndoas, doces sem açúcar (aprender a fazer), tofu, seitan, fruta; germinados, sumos de fruta feitos no momento, pois 20 minutos passados sobre a confecção eles perdem a força vital.

Para estas crianças tudo significa tudo. Alimento pode significar equilíbrio emocional, inspiração. Inspiração pode significar deixar de ter fome. Um abraço pode significar uma maior velocidade de coagulação do sangue. Amor fortalece o sistema imunitário.

Há empresas de alimentos rápidos que são autênticos venenos emocionais para estas crianças. Está demonstrado que os corantes e os conservantes aumentam a hiperactividade no que ela tem de pior. Há um lado de hiperactividade nestas crianças que é só energia, mas há um outro lado que tem a ver com o facto de elas não estarem a conseguir processar aquelas calorias, aqueles açúcares.

Outro ponto a considerar é a existência de uma relação muito próxima entre hipoglicémia (falta de açúcar natural no sangue) e irritabilidade, agressividade e ansiedade. Significa isto que é útil impedir que elas passem muito tempo sem comer, porque, se houver um abaixamento do açúcar, rapidamente podem tornar-se irritáveis. Se lhes dermos um açúcar artificial elas entram em hiperactividade porque aquilo é um tipo de calor que não tem a ver com a pureza dos seus veículos.

A fruta, os legumes e uma água filtrada ou água mineral, têm um enorme impacto sobre esses seres, mais do que se possa julgar. Estas crianças têm os centros tão próximos uns dos outros que há empresas que aprenderam a relacionar brinquedos à alimentação. A criança vai comer àquela empresa porque ganha um brinquedo. Isto significa que o governo secreto já percebeu, antes de nós, quão próximos estão os centros nestas crianças que lhes permite pôr, numa mesma embalagem, um brinquedo, uma comida, sal, molhos, tudo na mesma coisa!

Se conseguirmos criar esta leitura de que estas crianças, tendencialmente, não têm separações entre os níveis delas, vamos perceber que, ao darmos algo físico estamos a alimentar todos os outros níveis, ao darmos algo num outro plano, estamos a fortalecer ou a enfraquecer o físico. O efeito de chicote entre os chacras é muito mais rápido.

Há muito mais para ser acrescentado. Hoje partilhámos estes 4 tipos: o artístico, o humanista, o conceptual e o interdimensional porque isto permite-nos compreender uma série de coisas.

O interdimensional (a criança que está em contacto com outras realidades) é um mensageiro que está sempre ligado a algo que não é daqui. É o que mais facilmente apresenta terrores nocturnos, coisas más no quarto, etc… Estas crianças, secretamente, têm nas lâmpadas de néon outro inimigo. Sentem o ruído das lâmpadas, mas, principalmente, a irradiação destas lâmpadas interfere energeticamente no seu sistema nervoso, podendo torná-las, mais uma vez, agressivas e irritáveis. Existem luzes vivas, como a luz de um candeeiro a petróleo, de uma vela ou de certas lâmpadas mais macias. Se no quarto puder haver uma lâmpada com interruptor regulável, ela própria aprende a regular a intensidade da luz para adormecer.

É provável que algumas destas crianças sejam perseguidas muito cedo. Um trabalho básico é ensiná-las sobre os anjos. Elas precisam aprender que o mundo invisível existe (o interdimensional já sabe). Precisam de imagens de anjos, de cores e de referências angélicas. Precisam que se fale dos anjos ao pequeno almoço e ao jantar, como uma coisa normal. Os anjos precisam de fazer parte da vida destas crianças como companheiros de jornada. Se eles criam fios de ligação com esses seres, então a percepção potencial torna-se efectiva, e eles começam a falar com os anjos antes de dormir.

É muito importante eles saberem que, quando um anjo está presente, tudo o que é mau não pode ter força. Para uma criança que está a fazer o processo, esta linguagem dual é óbvia, é muito simples, ou elas têm medo ou não têm medo.

Uma criança psíquica pode ter ataques no quarto, daí a cor pastel ser importante. Uma terrina com água com sal pode ser importante, e, se além de sal a água tiver uma certa quantidade de álcool, o processo do sal é acelerado pelo álcool porque o sal, ao se diluir na água, faz com que a água absorva energias negativas e o álcool volatiliza a energia da água e espalha-a pelo meio ambiente. É como criar um pulverizador de um líquido protector.

Outro ponto é orar com a criança, ensiná-la a abrir-se para os níveis internos e, ao mesmo tempo, ciclicamente, convidá-la a fazer uma oração. Isto é, se fizermos oração em conjunto, um dia um, outro dia outro, chega o dia em que ela sabe que é a vez dela fazer oração. Isto é tremendamente eficaz porque activa o lado superior do psíquico e dá à criança uma co-existência espiritual comum.

É muito importante que a mãe ou o pai chamem os anjos com a consciência (não adianta chamar os anjos quando a própria vida da pessoa expulsa os anjos), porque as crianças têm nos anjos o seu principal protector no plano subtil.

Outro ponto é partilhar o mantra “Michael”. Michael tem uma espada e este facto diz muito a uma criança. Tu dizes: “Eu acho que tu estás com uns problemas com uns seres interdimensionais não muito positivos no teu quarto. Tens aqui “um” com uma espada, se tiveres problemas, chama por ele”. E tu explicas que a espada não é para ferir os seres negativos mas para os escoltar para o mundo deles. Esta expressão: “escoltar as entidades negativas” é muito mais elegante e benigna do que qualquer outra. Na verdade, estes seres superiores não combatem nada, escoltam entidades negativas para as dimensões que lhes correspondem. Este ser “Michael” tem de se transformar no novo rato Mickey e entrar na vida deles como o rato Mickey.

As crianças que não trazem esta configuração Índigo, trazem, igualmente, uma consciência de que a Terra necessita de transformações profundas. Quando uma criança que não traz esta configuração convive com um Índigo, a alma dessa criança está a ser trazida à superfície pela forma de funcionar do Índigo e, muito rapidamente, ainda que o sistema energético demore mais tempo a acompanhar a transformação do que os Índigo, a osmose é esmagadora! Não trazer este código Índigo significa que, em vidas anteriores, não se autoconvocaram com tanta intensidade para transformar a Terra neste momento. Um Índigo é, pois, um ser que, em vidas anteriores, se autoconvocou para ajudar o planeta. Então, a Hierarquia, a lei, manteve estas crianças guardadas para o momento crítico. Chegado esse momento crítico, é como se a Hierarquia abrisse os portais: “Chegou a vossa vez”, e eles nascem todos. Os outros 20% são crianças que não fizeram essa autoconvocação tão forte, mas, por osmose, têm a possibilidade de, muito rapidamente, atingir a mesma realidade.

http://www.casa-indigo.com/artigos/conferencia_a_louro_2.asp

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