“Do que me prende a terra, 
desfaço o laço 
e me afasto 
Por que não sou de chão 
…só de pássaros.

De asas nos pés 
Acerto o compasso 
Apresso o passo 
E leve sigo 
Por que sou de plumas, 
De levitares 
e de suspiros

Em brisas ou furações 
eu sou de ventos 
E sou de vôos 
num rasgar de céus azuis

E quando asas me faltarem, 
serei de quedas

…ainda que abismais.”

Erikah Azzevedo